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Países não alcançaram as metas de um acordo ambiental feito há dez anos

O prazo vence este ano e apenas seis ações foram alcançadas, e parcialmente.

Em 2010, representantes de 193 países (incluindo o Brasil) assinaram um documento dom 20 metas para deter a perda da biodiversidade. O prazo vence este ano e apenas seis ações foram alcançadas, e parcialmente.

A avaliação foi feita pela  Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB) no relatório do panorama global da biodiversidade – Global Biodiversity Outlook 5 (GBO-5).

Conforme o documento, as chamadas metas de Aichi têm um conjunto de 60 elementos estabelecidos como critérios de sucesso para atingir cada uma das 20 metas e apenas sete deles foram alcançados.

A ação insuficiente para reverter impactos em ecossistemas pode aumentar os riscos de novas pandemias no futuro, além de colocar em xeque a oferta de insumos básicos, como água e comida. 

Em 13 elementos não houve progresso algum (e em alguns até retrocesso) e 38 mostraram algum progresso, mas ainda não completamente sanados.

AVANÇO

Foram parcialmente cumpridas as seguintes metas: identificar e priorizar espécies exóticas invasoras e seus vetores; conservar pelo menos 17% de áreas terrestres e de águas continentais e 10% de áreas marinhas e costeiras; operacionalizar o Protocolo de Nagoya sobre acesso a recursos genéticos e repartição justa e equitativa dos benefícios derivados de sua utilização, adotar e começar a implementar uma estratégia nacional de biodiversidade; aplicar o conhecimento ligado à biodiversidade e mobilizar recursos financeiros para implementação efetiva do Plano Estratégico para Biodiversidade entre 2011 e 2020.

Considera-se parcialmente atendidas as metas com pelo menos um elemento cumprido. Na avaliação dos responsáveis pelo relatório, as ações precisam sair mais do campo dos projetos para entrar na realidade. 

Porém, nem tudo está perdido. O documento aponta alguns avanços importantes, como a preservação do número estimado de 11 para 28 espécies de aves e de 25 para 48 espécies de mamíferos, salvos da extinção graças a ações de conservação entre 2010 e 2020.

Além disso, foram erradicadas aproximadamente 200 espécies de mamíferos invasores de ilhas, o que beneficiou 236 espécies terrestres nativas. O porcentual de território protegido passou de 29% 43%.

Para os responsáveis pelo problema, falta interdisciplinaridade nas decisões. As metas parcialmente cumpridas estão relacionadas a atos facilmente tomados por ministérios ou departamentos de meio ambiente, enquanto as que foram deixadas de lado ligavam-se a áreas como energia, transporte, agricultura e mineração.

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