Apesar de calmaria, produção industrial de MS apresenta bom desempenho em janeiro

Habilitação foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Apesar do ritmo menos intenso, comum para este período, a produção industrial de Mato Grosso do Sul alcançou o melhor resultado já registrado para janeiro em toda a série histórica iniciada em fevereiro 2010, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto a 56 empresas no período de 1º a 11 de fevereiro deste ano. O índice de evolução da produção industrial encerrou o primeiro mês deste ano em 47,4 pontos e, no atual levantamento, 70% das empresas industriais do Estado apresentaram estabilidade ou aumento na produção. 

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, comparando com o mesmo mês do ano passado, essa participação foi superior em três pontos percentuais. “Com esse desempenho, o índice de evolução da produção fechou janeiro de 2021 com crescimento de dois pontos na comparação com igual mês do ano anterior e de 6,6 pontos sobre a média histórica obtida para o mês”, detalhou, completando que a utilização da capacidade instalada alcança o maior patamar para o mês de janeiro dos últimos sete anos.

Em janeiro, conforme o economista da Fiems, 70% dos respondentes disseram que a utilização da capacidade instalada ficou igual ou acima do usual para o mês. “Já o patamar médio de utilização da capacidade total ficou em 68%, indicando aumento de um ponto percentual em relação a janeiro de 2020. Além disso, o indicador de uso efetivo em relação ao usual fechou o mês de janeiro em 46,1 pontos, resultado 7,5 pontos acima da média histórica obtida para o mês”, pontuou.

Índice de expectativa

Com relação ao índice de expectativa do empresário industrial, o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems explica que a demanda alcançou, em fevereiro deste ano, 57,6 pontos, sinalizando expectativa de aumento na demanda para os próximos seis meses e, em relação ao mês anterior, o índice apresentou recuo de quatro pontos. “Em fevereiro, 41,1% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses. Por outro lado, para o mesmo período, 5,4% preveem queda, enquanto as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 53,6% do total”, ressaltou.

A respeito dos empregados, o índice alcançou 53,6 pontos, sinalizando que o número de empregados deve aumentar nos próximos seis meses e, em relação ao mês anterior, o indicador apresentou recuo de 2,1 pontos. “Em fevereiro, 23,2% das empresas disseram que o número de empregados deve aumentar nos próximos seis meses. Por outro lado, 1,8% acreditam que esse número deve cair, enquanto 75,0% das empresas esperam manter o número de funcionários estável”, argumentou Ezequiel Resende.

No caso das exportações, as vendas externas atingiram 52,2 pontos, sinalizando que devem aumentar nos próximos seis meses e, em relação ao mês anterior, o índice apresentou recuo de 3,9 pontos. “Em fevereiro, 3,6% dos respondentes disseram esperar aumento nas exportações de seus produtos nos próximos seis meses, enquanto 1,8% acreditam que deva ocorrer queda. As empresas que preveem estabilidade para suas exportações responderam por 21,4% do total e, por fim, 73,2% disseram que não exportam”, analisou o economista.

Ele completa que a intenção de investimento do empresário industrial segue em patamar elevado, porém, a perspectiva de realização nos próximos seis meses é menor, quando comparado com o último levantamento. “Em fevereiro, o índice de intenção de investimento do empresário industrial ficou em 60,9 pontos, resultado 7,8 pontos maior que a média histórica obtida para o mês, mas, 2,8 pontos menor que o resultado apurado em janeiro. Mesmo assim, o atual levantamento segue refletindo a elevada participação das empresas industriais que pretendem realizar investimentos nos próximos seis meses, correspondendo a 66% do total”, acrescentou.

ICEI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) fechou o mês de fevereiro em 62 pontos, resultado 5,6 pontos maior que a média histórica obtida para o mês, mas, 2,1 pontos menor que o resultado apurado em janeiro. “A principal razão para esse desempenho foi a queda de 2,5 pontos no indicador de expectativa para os próximos seis meses, sinalizando uma avaliação menos positiva para o período. Ou seja, houve uma redução no otimismo em relação ao desempenho esperado para a economia”, revelou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

De um modo geral, completa Ezequiel Resende, a perspectiva de melhora para os próximos seis meses já foi mais forte e disseminada entre os empresários, contudo, o índice permanece bem acima da linha divisória dos 50 pontos, indicando que o empresário industrial de Mato Grosso do Sul segue confiante. Em fevereiro, 8,9% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram, no caso da economia estadual, a piora foi apontada por 7,1% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 8,8% dos respondentes.

Já para 53,5% dos empresários não houve alteração nas condições atuais da economia brasileira, sendo que em relação à economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 51,8% e, a respeito da própria empresa, o número ficou em 42,9%. “Por fim, para 32,2% dos empresários as condições atuais da economia brasileira melhoraram, enquanto em relação à economia estadual esse percentual ficou em 35,7% e, no caso da própria empresa, o resultado foi de 42,9%. Já os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das condições atuais da economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam igualmente por 5,4%”, relatou o economista.

Expectativas

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems ressalta que, em fevereiro, 5,4% dos respondentes disseram que estão pessimistas em relação à economia brasileira. “Em relação à economia estadual, o resultado alcançou 5,3% e, quanto ao desempenho da própria empresa, o pessimismo foi apontado por 3,6% dos empresários”, disse.

Ele reforça que o percentual de empresários que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situação ficou em 32,1%, sendo que em relação à economia do Estado esse percentual alcançou 35,7% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 30,4%. “Por fim, 57,2% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar”, projetou.

Já em relação à economia estadual, o resultado ficou em 53,6% e, no caso da própria empresa, 60,7% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado. “Os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das expectativas em relação à economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam igualmente por 5,4%”, finalizou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Fiems

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