Antigo prédio do SESI pode ganhar novo destino após articulação política em Três Lagoas
Três Lagoas (MS), sábado, 07–Um dos imóveis mais emblemáticos e históricos de Três Lagoas, o antigo prédio do SESI, localizado na Avenida Dr. Eloy Chaves, pode finalmente ter um novo destino após anos de indefinição. A possibilidade de transformação do espaço ganhou força nesta semana após anúncio feito pelo prefeito Cassiano Maia e pelo presidente do legislativo vereador Tonhão, que estiveram no local para comunicar o avanço das negociações.
Segundo as autoridades, o prédio — considerado uma área nobre, bem localizada e de grande valor histórico para o município — está no centro de um diálogo institucional que pode resultar em sua doação à Prefeitura de Três Lagoas.
“Estamos aqui em frente ao antigo prédio do SESI, uma área muito importante e histórica da nossa cidade. Um espaço nobre, bem localizado, que faz parte da história de Três Lagoas e que pode ganhar um novo destino”, destacou o prefeito Cassiano Maia.
A articulação é fruto, segundo os envolvidos, de maturidade política, harmonia institucional e compromisso com o futuro da cidade. O vereador Tonhão reforçou que o avanço só foi possível graças ao diálogo entre diferentes esferas do poder público e entidades representativas da indústria.
“Quando existe diálogo, respeito institucional e compromisso com a cidade, os resultados começam a aparecer”, afirmou.
Reunião decisiva com a Federação das Indústrias
O ponto central das negociações ocorreu durante uma reunião considerada produtiva com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (FIEMS), Sérgio Long, com a participação e articulação do deputado estadual Paulo Corrêa.
Durante o encontro, foi sinalizada a possibilidade de doação do prédio do antigo SESI ao município de Três Lagoas, abrindo caminho para que o espaço seja reutilizado em benefício direto da população.
“Nessa reunião foi sinalizada a possibilidade da FIEMS doar esse prédio para a Prefeitura de Três Lagoas. A expectativa é a melhor possível”, ressaltaram os representantes do Executivo e do Legislativo municipal.
Expectativa de oficialização e novos usos
A expectativa agora é que, em breve, o deputado estadual Paulo Corrêa e o presidente da FIEMS, Sérgio Long, estejam em Três Lagoas para oficializar a doação, encerrando um longo período de incertezas sobre o futuro do imóvel.
Embora ainda não tenham sido detalhados oficialmente os projetos que poderão ocupar o espaço, a administração municipal destacou que a área poderá ser transformada em benefícios concretos para a população, respeitando o interesse público e a relevância histórica do local.
Patrimônio histórico e compromisso com o futuro
O antigo prédio do SESI marcou gerações de três-lagoenses, sendo referência em educação, formação profissional e atividades sociais ao longo de décadas. Para a atual gestão, a possível doação representa não apenas a recuperação de um patrimônio urbano, mas também um símbolo de cooperação entre instituições em favor do desenvolvimento da cidade.
“Seguimos avançando, porque Três Lagoas merece o nosso melhor. Seguimos juntos, com responsabilidade”, concluíram.
Disputas judiciais e entraves legais
O futuro do antigo SESI foi palco também no campo jurídico. Ao longo dos anos, surgiram ações judiciais e questionamentos legais envolvendo a propriedade e a destinação do imóvel.
Entre os principais pontos de debate estiveram:
- Alegações de abandono do prédio;
- Questionamentos sobre a legalidade de tentativas de venda ou leilão do imóvel;
- Discussões relacionadas à origem do terreno e a possíveis vínculos com o interesse público.
Essas disputas culminaram em uma ação popular, que questionava a situação do imóvel e seu uso. No entanto, o Ministério Público manifestou-se pela improcedência da ação, entendendo que não havia ilegalidade comprovada na posse do prédio por parte do SESI/FIEMS, nem irregularidade formal nos atos administrativos relacionados ao imóvel.
Apesar disso, a judicialização acabou travando soluções práticas, prolongando o período de inatividade do prédio e ampliando o debate público sobre a responsabilidade social e urbana do espaço.
