EUA vão inspecionar três frigoríficos de MS para retomar importação

Compra de cortes bovinos do Brasil está suspensa pelos estadunidenses desde junho de 2017

Missão veterinária dos Estados Unidos vai inspecionar três frigoríficos de bovinos instalados em Mato Grosso do Sul. As visitas serão neste mês e servirão para definir se o país norte-americano vai retomar a importação de carne fresca abatida no Brasil.

A auditoria começou hoje e vai passar por mais cinco estados – Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo – até o próximo dia 28. Além de abatedouros de bovinos e de suínos, as equipes dos Estados Unidos vão visitar também laboratórios federais e serviços de inspeção.

Segundo informações apuradas pelo Campo Grande News, o primeiro frigorífico do Estado na agenda da missão estadunidense é o Marfrig Global Foods, localizado em Bataguassu. O local tem capacidade para abater até 20 cabeças de gado por hora e será inspecionado no dia 18.

Na sequência, duas plantas da JBS em Campo Grande vão receber a visita dos veterinários norte-americanos. A primeira é a unidade situada na Avenida Duque de Caxias, região oeste da Capital, que abate pelo menos 80 cabeças de gado por hora. A missão passa pelo local no dia 21.

Três dias depois será a vez do frigorífico da JBS situado na BR-060, saída de Campo Grande para Sidrolândia, que tem capacidade para abater entre 20 e 40 reses por hora.

As auditorias nos estabelecimentos do Estado serão acompanhadas por fiscais do Sipoa (Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal), vinculado à SFA-MS (Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Mato Grosso do Sul).

Os Estados Unidos enviaram duas equipes de seis veterinários do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos Estados Unidos (FSIS na sigla em inglês), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Histórico – O Brasil obteve autorização para exportar carne bovina fresca para os Estados Unidos em 2015, após processo que se arrastou por 15 anos. Antes, o País só comercializava carne termoprocessada (cozida) com os norte-americanos.

A compra de cortes bovinos do Brasil foi suspensa pelos estadunidenses em junho de 2017, devido às reações provocadas no rebanho pela vacina contra a febre aftosa. Após o problema, a dose da imunização foi reduzida de 5 ml para 2 ml e a saponina foi retirada da composição.

Em março, após negociações com os norte-americanos, a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, disse que as questões burocráticas estavam resolvidas com as autoridades sanitárias americanas. Segundo ela, o Brasil já cumpriu todas as exigências feitas pelos norte-americanos em relação à qualidade do produto brasileiro e está pronto para dar início às exportações de carne bovina in natura.

Por campo Grande News

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