Investigador da Polícia Civil de MS é procurado por tirar droga de delegacia e trocar por outra de qualidade inferior

Além do policial, outros dois homens teriam envolvimento no caso. Um deles está preso e outro também foragido.

Um investigador de Polícia Civil de 37 anos é procurado por ter tirado maconha da delegacia de Itaquiraí, a 395 quilômetros de Campo Grande, onde trabalhava. Um outro envolvido no caso está preso e um terceiro também foragido.

De acordo com nota divulgada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, no dia 8 de junho deste ano Eduardo Luciano Diniz estava de plantão e recebeu na delegacia a apreensão de 559 quilos de maconha. À noite, ele retirou de lá 177 quilos da droga, levou até uma chácara, retornando para unidade policial com 200 quilos do mesmo tipo de entorpecente, porém de qualidade inferior.

Conforme a Polícia Civil, o caso foi descoberto no dia 12 de junho após determinação de conferência na quantidade de drogas em tutela das delegacias, depois que 100 quilos de cocaína sumiram da unidade de Aquidauana, resultando em 12 presos, entre eles o delegado-titular de lá, Éder de Oliveira.

Investigação apontou que Eduardo Diniz teve apoio de dois moradores da cidade para ‘trocar’ as drogas, tendo a Corregedoria pedido a mandados de busca e apreensão e de prisão contra os três. A Justiça acatou e no dia 21 de junho diligências foram feitas, resultando na prisão de um dos homens suspeitos, de 37 anos, que seria o receptador da droga tirada da delegacia.

Na casa dele foi apreendida uma arma calibre 32 e ainda sacos utilizados para o transporte e armazenamento das drogas, semelhantes aos apreendidos na delegacia de Itaquiraí. Ele foi então autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo e tráfico de drogas.

A Corregedoria da Polícia Civil procurou pelo investigador também em Terra Roxa e Palotina, ambas cidades paranaenses, mas ele continua foragido, assim como o suspeito de 32 anos. Quem tiver informação sobre o paradeiro pode entrar em contato com a Corregedoria-Geral por meio do telefone 67 3318-6721 ou informar a unidade policial mais próxima.

“A Polícia Civil esclarece que não tolera transgressões disciplinares ou criminais de seus integrantes, lamenta e repudia os últimos acontecimentos, que são exceção à regra onde impera a retidão, integridade e honestidade daqueles que estão sempre à disposição para servir e proteger a sociedade”, finaliza a Polícia Civil na nota.

Por G1 MS

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