IBGE já mapeou estado e iniciou processo de contratação para Censo 2020 em MS

Superintendente do IBGE no estado, Márcio Alexandre Frazeto, foi entrevistado no "Papo das Seis", do Bom Dia MS, desta sexta-feira (12).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já iniciou os preparativos para o Censo 2020 em Mato Grosso do Sul. Todo o estado foi mapeado e a organização pública começou o processo para a contratação de pessoal para a execução do levantamento.

“Praticamente já começamos os trabalhos em Mato Grosso do Sul e estamos bem adiantados. Nos preparamos para montar as equipes e começamos a soltar os editais dos processos seletivos simplificados para a contratação de pessoal. […] Esse mês nós abrimos a inscrição para a contratação de nove analistas com ensino superior. São profissionais de ciências sociais, ciências contábeis, jornalista, de análise socioeconômica, gestão e infraestrutura e de métodos quantitativos. Começa agora a inscrição [até 23 de julho] e a contratação ocorre já em setembro [previsão para início das convocações em 27 de setembro]”, explicou o superintendente do IBGE no estado, Márcio Alexandre Frazeto, em entrevista ao “Papo das Seis”, do Bom Dia MS, desta sexta-feira (12).

Frazeto diz que os próximos editais serão para a contratação de coordenadores que vão atuar na parte interna dos processos e em seguida vai ser iniciada a montagem das equipes que vão atuar no interior do estado. “Em Mato Grosso do Sul, ao todo, vão ser contratadas 1.200 pessoas, contando os recenseadores”, adianta.

Na entrevista, o superintendente regional do IBGE minimizou o impacto do corte de 25% no orçamento do Censo 2020 determinando pelo governo federal. A medida reduziu o investimento na pesquisa de R$ 3 bilhões para 2,3 bilhões.

Em razão dessa redução, ele explica que deve ser ampliada a parceria com o estado e os municípios para a execução dos trabalhos. “Vai realmente afetar um pouco, mas já estamos fazendo convênios com as prefeituras e o estado para poder diminuir esse impacto. A situação do país não está boa, então temos que nos adaptar para diminuir esse gasto”.

Em relação a redução de 10% do questionário do Censo, em decorrência do corte no orçamento, Frazeto comenta que algumas das questões excluídas do levantamento podem fazer, ou já fazem parte, de outras pesquisa do IBGE.

“Em relação as perguntas, a que mais estão questionando é a de migração e de imigração, mas isso, nós já temos [esse levantamento de informações] em outras pesquisas em que ela pode ser feita, como a PNAD [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios] e PNAD Contínua. Então, pode se colocar essas perguntas em questionários que já fazemos todos os dias”, ressaltou.

O superintendente destacou também que no Censo 2020, 90% das pessoas vão responder a um questionário básico com 25 perguntas e 10% o questionário completo, com 75 questões. Neste levantamento mais abrangente serão abordados aspectos como salário, renda, despesas e educação, entre outras.

Frazeto destacou ainda a importância dos dados do Censo para a formulação de políticas públicas e projetos para o país para os 10, 20, 30 anos e também para a implementação de ações da iniciativa privada. “É um desafio, porque temos de tirar um retrato hoje e prever o que vai acontecer no futuro”, concluiu.

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