Justiça acolhe denúncia envolvendo Joesley Batista e Mário Celso Lopes por fraudes em fundos de pensão

A Justiça Federal em Brasília acolheu integralmente denúncia do MPF sobre fraudes envolvendo aportes da Petros e da Funcef num fundo da Eldorado S/A , de Joesley Batista e Mário Celso Lopes.

Ao todo, 14 pessoas se tornaram réus por gestão fraudulenta, corrupção e lavagem de dinheiro.

O MPF pede que sejam condenados à prisão e ao pagamento de R$ 5,3 bilhões em multas e danos morais.

De acordo com a força-tarefa da Greenfield, foram pagos quase R$ 30 milhões em propinas a gestores dos fundos. A investigação é fruto da delação de Joesley Batista.

A lista dos denunciados:

Humberto Pires Grault Vianna de Lima
Demosthenes Marques
Guilherme Narciso de Lacerda
Luiz Philippe Peres Torelly
Carlos Augusto Borges
Carlos Alberto Caser
Mario Celso Lopes
Marcelo Andreetto Perillo
Carlos Fernando Costa
Newton Carneiro da Cunha
Wagner Pinheiro de Oliveira
Luis Carlos Fernandes Afonso
José Galante de Oliveira Junior
João Bosco Campos de Oliveira

Greenfield: 14 viram réus por fraudes em fundos de pensão

Justiça federal acolheu integralmente a denúncia feita pela força-tarefa da Operação Greenfield sobre fraudes em fundos de pensão envolvendo empresas de Joesley Batista. Com isso, 14 pessoas foram tornadas réus por causarem prejuízos bilionários à Petros e à Funcef. Elas responderão por gestão fraudulenta, corrupção e lavagem de dinheiro.

A denúncia apontou que o esquema foi articulado entre 2009 e 2015, em meio a aportes de capital dos fundos de pensão no FIP Florestal – cujos principais participantes eram Joesley e Mario Celso Lopes, empresário, pecuarista e advogado, especialista na compra e venda de fazendas, além das entidades previdenciárias.

Posteriormente, houve negociação para que a Florestal S/A fosse incorporada pela Eldorado S/A, também pertencente aos dois empresários citados. As manobras foram autorizadas pelos gestores dos fundos, em flagrante benefício a Joesley e Mário Celso. Somente em propinas para financiar as manobras, foram pagos quase R$ 30 milhões.

Controle de empresa
Os crimes proporcionaram a Joesley e a Mário Celso “o controle de uma nova grande empresa sem precisar ter realizado o investimento condizente com o valor de tal empresa”.

A partir de então, tiveram os investigados o porte necessário para obter, junto ao FGTS e Caixa (entre outros bancos), financiamentos e empréstimos que permitiram alavancar ainda mais o valor da Eldorado, gerando a empresa que hoje é uma das líderes do mercado de celulose no Brasil”.

Ao receber a denúncia, o juiz da 10ª Vara de Justiça federal, Vallisney Oliveira, destacou que a peça acusatória “descreve de modo claro e objetivo os fatos imputados aos denunciados”. Também afirmou não vislumbrar “qualquer elemento probatório cabal capaz de infirmar a acusação, sem prejuízo da análise particularizada com a eventual contraprova, nos termos do art. 397 do Código de Processual Penal”.

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