Viúva grávida sai de mãos vazias em audiência de indenização de mecânico que morreu na hidrelétrica de Jupiá

Terminou sem acordo a audiência de conciliação entre a defesa da viúva Tamires Barbosa Arcini, de 30 anos, e a empresa que o marido dela Roni de Souza Arcini, de 34 anos, trabalhava quando morreu em acidente na usina hidrelétrica de Jupiá em Três Lagoas. Tamires pede indenização.

A audiência foi realizada ontem quinta-feira (13). Tamires está em gravidez de risco, mora em Paranavaí (PR) e teve que viajar de volta a Três Lagoas. Ela afirma que ainda não recebeu quantia alguma referente à morte do marido. “Não estou recebendo nada. Eu dependia do meu marido pra tudo”, diz.

Diante da falta de acordo sobre valores indenizatórios, o advogado que representa a viúva, Eduardo Lemos Barbosa, diz que a expectativa é o deferimento de uma liminar para o pagamento de 2/3 do salário de Roni, como garantia de alimentos. Além disso, a próxima audiência, de instrução, está marcada para 6 de julho. “É uma questão de sobrevivência dela”, diz.

O mecânico morreu no dia 9 de dezembro. Ele estava fazendo a montagem de uma peça quando a pá de uma das turbinas caiu sobre ele. O mecânico foi socorrido, levado em estado grave ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, em Três Lagoas, mas não resistiu.

G1MS

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