Região do Bolsão consolida protagonismo em MS e impulsiona nova fronteira agrícola com citrus e amendoim

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Foto: Mairinco de Pauda/Semadesc

A Região do Bolsão, que engloba municípios estratégicos como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Água Clara entre outras cidades da região, vem se consolidando como um dos principais motores econômicos de Mato Grosso do Sul. Tradicionalmente reconhecida pela força da indústria de celulose, a região agora avança para uma nova fase: a diversificação da produção com culturas como citrus e amendoim.

Expansão histórica da silvicultura

Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul registrou um crescimento expressivo na área de florestas plantadas, especialmente de eucalipto. O estado saltou de pouco mais de 300 mil hectares em 2010 para cerca de 1,9 milhão de hectares, consolidando-se como um dos maiores polos florestais do país.

Esse avanço é resultado de uma combinação de fatores, como políticas públicas de incentivo, ambiente favorável a investimentos e logística estratégica. Programas estaduais voltados ao setor florestal também contribuíram para atrair grandes empresas e ampliar a cadeia produtiva.

Indústria forte e geração de empregos

A Região do Bolsão se tornou referência nacional em industrialização de base florestal. A instalação de fábricas de grande porte transformou a economia regional, garantindo:

  • milhares de empregos diretos e indiretos
  • aumento significativo na arrecadação dos municípios
  • fortalecimento do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do estado

Além disso, o setor tem papel importante na produção de energia renovável, utilizando biomassa como fonte limpa e sustentável.

Produção com foco em sustentabilidade

O crescimento acelerado do setor florestal ocorre aliado a práticas sustentáveis. Mato Grosso do Sul mantém uma parcela significativa de seu território com vegetação nativa preservada, além de adotar sistemas produtivos modernos, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

A meta do estado é ambiciosa: alcançar a neutralidade de carbono até 2030, posicionando-se como referência global em produção sustentável.

Nova fase: diversificação agrícola

Apesar da força da celulose, o estado inicia uma nova etapa econômica com a introdução e expansão de outras culturas agrícolas. Entre os destaques estão:

  • Citrus: a citricultura desponta como nova fronteira agrícola, com potencial de atrair investimentos e fortalecer a agroindústria
  • Amendoim: cultura em expansão, com crescimento da produção e instalação de unidades industriais

Essa diversificação ocorre principalmente sobre áreas de pastagens degradadas, promovendo maior produtividade sem necessidade de abertura de novas áreas.

Transformação no uso do solo

A dinâmica produtiva em Mato Grosso do Sul passa por uma transformação profunda. Áreas antes ocupadas por pecuária extensiva de baixa produtividade estão sendo convertidas em:

  • florestas plantadas
  • lavouras mecanizadas
  • culturas industriais

Esse movimento aumenta a eficiência econômica e contribui para um modelo mais sustentável de uso da terra.

Novo ciclo de desenvolvimento

A Região do Bolsão simboliza uma das maiores transformações econômicas recentes do Brasil. A combinação entre industrialização, sustentabilidade e diversificação produtiva coloca Mato Grosso do Sul em posição estratégica no cenário nacional.

Mais do que um polo de celulose, a região se consolida como um território de oportunidades, abrindo espaço para novos investimentos e fortalecendo um modelo de desenvolvimento mais moderno, equilibrado e resiliente.

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