Governo federal autoriza circulação de hexatrens da Suzano em rodovias de MS, incluindo Três Lagoas
Foto volvogroup
Uma publicação do Diário Oficial da União desta segunda-feira (27) confirmou a autorização, pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), para que a Suzano — que mantém duas fábricas de celulose em Mato Grosso do Sul — passe a operar hexatrens, os chamados megacaminhões, em rodovias do estado.
Trata-se de um tipo de Combinação de Veículos de Carga (CVC) com seis reboques, capaz de transportar cargas com até 250 toneladas de Peso Bruto Total Combinado (PBTC). A liberação tem caráter experimental: segundo a Senatran, o objetivo é reunir dados técnicos e operacionais que subsidiem futuros estudos sobre a regulamentação definitiva desse tipo de veículo no país.
O que a autorização libera
A portaria permite que 41 hexatrens da Suzano circulem por 12 meses em seis trechos de rodovias estaduais:
- MS-357, em Ribas do Rio Pardo
- MS-338, em Ribas do Rio Pardo
- MS-456, em Ribas do Rio Pardo (dois trechos distintos)
- MS-340, em Ribas do Rio Pardo
- MS-459, em Três Lagoas
A presença da MS-459 na lista coloca Três Lagoas diretamente no raio de operação da autorização, já que a rodovia dá acesso a áreas de plantio de eucalipto usadas pela empresa para abastecer suas fábricas de celulose na região.
Restrições impostas pela Senatran
A liberação vem condicionada a uma série de regras de segurança:
- Os hexatrens só podem circular em vias rurais não pavimentadas — é proibida a circulação em vias públicas pavimentadas;
- Os veículos devem exibir identificação externa nas laterais e na traseira;
- Os motoristas precisam portar cópia da portaria que autoriza a operação;
- É obrigatória uma distância mínima de 300 metros entre veículos, sendo vetada a circulação em comboio;
- Somente técnicos e engenheiros da Suzano, ou pessoas por ela autorizadas, podem conduzir ou ocupar os veículos.
Além disso, a empresa terá que apresentar um estudo técnico inicial sobre a capacidade estrutural e geométrica da infraestrutura das rotas liberadas, e deverá enviar relatórios técnicos com dados operacionais a cada três meses. A Suzano também responde por eventuais danos causados pela circulação dos hexatrens.
Com informações do Diário Oficial da União (Seção 1) e do jornal Midiamax.
