Imasul Define Áreas Prioritárias para Queima Prescrita no Pantanal

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O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) publicou a Portaria nº 1.575, em 25 de junho de 2025, estabelecendo o Mapa de Áreas Prioritárias para a queima prescrita no Pantanal. A medida, baseada no Sistema de Inteligência do Fogo em Áreas Úmidas (SIFAU), identifica zonas críticas com base em dados como acúmulo de material combustível, histórico de queimadas, regime de chuvas e imagens de satélite. A queima prescrita, técnica controlada para reduzir vegetação seca, visa prevenir incêndios florestais, especialmente entre julho e outubro. A nova regulamentação simplifica o licenciamento ambiental para produtores rurais em 286 fazendas prioritárias, sete das quais investigadas por incêndios em 2024. O mapa e a lista de propriedades estão disponíveis no site do Imasul.

Em 2024, o Pantanal enfrentou uma das piores crises de queimadas de sua história, com cerca de 2,6 milhões de hectares queimados, equivalente a 17% do bioma, segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa-UFRJ). O ano registrou o segundo maior número de focos de incêndio desde 2012, com 14.498 focos, ficando atrás apenas de 2020 (22.116 focos). A seca severa, a pior em 70 anos, agravada pelo El Niño e mudanças climáticas, combinada com chuvas escassas e altas temperaturas, criou condições ideais para o fogo. Cerca de 95% das queimadas ocorreram em propriedades privadas, muitas associadas a ações humanas, como queimadas controladas que saíram do controle. Corumbá (MS) foi o município mais afetado, concentrando 68% dos focos até julho. A devastação impactou a biodiversidade, com perdas de fauna e flora, e comprometeu a recuperação do bioma. Esforços de combate envolveram mais de 800 profissionais, incluindo brigadistas, Forças Armadas e bombeiros, apoiados por aeronaves e embarcações. O governo federal e estadual intensificou ações preventivas, como a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e o uso de inteligência artificial para monitoramento, mas especialistas alertam que, sem medidas robustas, o Pantanal pode desaparecer até o fim do século.

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