“Minha Primeira Viagem” Três Lagoas lança transporte gratuito para mães e recém-nascidos após a alta hospitalar
O prefeito Cassiano Maia e a primeira-dama entregam o primeiro Cartão Cegonha, do projeto "Minha Primeira Viagem" Foto Yuri Spazzapan
Nova iniciativa da Assistência Social vai levar gestantes em vulnerabilidade social, com segurança e humanização, da maternidade até suas casas — incluindo distritos e zona rural
Três Lagoas (MS) — A Secretaria Municipal de Assistência Social apresenta nesta quinta-feira o projeto “Minha Primeira Viagem”, parte do Programa Cartão Cegonha, criado para garantir transporte gratuito às gestantes em situação de vulnerabilidade social no trajeto entre a maternidade e a residência, logo após o nascimento do bebê.
A proposta busca resolver um problema recorrente entre famílias de baixa renda: o custo e a dificuldade de deslocamento no momento mais delicado do pós-parto. Serão contempladas gestantes com renda per capita de até um quarto do salário mínimo vigente, acompanhadas pela rede socioassistencial do município — atendimento que se estende também aos distritos e à zona rural.
Como funciona o Cartão Cegonha
O acesso ao benefício passa pela emissão do Cartão Cegonha, documento entregue pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) às gestantes que atendem aos critérios do programa e que realizaram acompanhamento pré-natal na rede de saúde. O cartão traz nome completo da beneficiária, número de identificação, carimbo oficial, assinatura do responsável pela emissão e o contato da chamada Central Cegonha, que atenderá as solicitações por WhatsApp.
Na prática, o fluxo funciona assim: a gestante faz o pré-natal, procura o CRAS de referência e recebe o cartão. Após o nascimento do bebê e a alta hospitalar, ela envia à Central, pelo aplicativo, a foto do cartão, nome completo, local onde aguarda, endereço de destino e telefone de contato. A equipe confirma a autenticidade do documento, registra o pedido e programa o veículo — com previsão de chegada em até uma hora, considerando fatores como distância e condições climáticas, especialmente nos atendimentos fora da área urbana.
O motorista poderá levar, além da mãe e do recém-nascido, um acompanhante, quando necessário. Ao fim de cada corrida, a Central registra dados como horário da solicitação, do embarque e da chegada, além da quilometragem percorrida — informações que devem subsidiar o monitoramento do programa.

Abrangência e objetivos
Segundo a Secretaria, o projeto pretende:
- garantir transporte gratuito e humanizado no retorno da maternidade para casa;
- reduzir os custos das famílias com deslocamento;
- estender o atendimento a distritos, assentamentos e comunidades rurais;
- agilizar pedidos por meio de um canal direto via WhatsApp;
- e humanizar o atendimento às beneficiárias da Assistência Social.
A pasta ressalta que a iniciativa não se trata de um serviço universal de transporte pós-parto, mas de um benefício voltado especificamente às famílias já acompanhadas pela rede socioassistencial do município, com Cadastro Único ativo e atualizado.
Indicadores de acompanhamento
Para medir o impacto da ação, a Secretaria informou que passará a monitorar, entre outros dados, o número de cartões emitidos, a quantidade de transportes realizados, o tempo médio entre a solicitação e o embarque, o percentual de atendimentos dentro do prazo estabelecido e o índice de satisfação das beneficiárias.
A expectativa da administração municipal é que o “Minha Primeira Viagem” reduza barreiras de acesso e ofereça mais segurança e dignidade às famílias em um dos momentos mais sensíveis da vida: o retorno para casa com o recém-nascido.
