A Alma do Sul – 48 Anos de Mato Grosso do Sul
No dia 11 de outubro de 2025, o coração do Brasil bate mais forte.
Celebraremos 48 anos de Mato Grosso do Sul, uma terra jovem, mas com raízes profundas, marcada pelo trabalho, pela diversidade e pela força de um povo que aprendeu a prosperar mesmo nos desafios.
Nossa história começa muito antes de 1977.
Depois da Guerra do Paraguai, em 1870, famílias vindas de São Paulo, Minas e do próprio Paraguai começaram a ocupar o sul do antigo Mato Grosso. Vieram em busca de paz e oportunidades, abrindo trilhas, formando vilas e construindo os primeiros povoados que mais tarde se tornariam cidades como Aquidauana, Miranda, Nioaque, Coxim, Bela Vista e Corumbá.
Com o tempo, o progresso avançou.
A chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil impulsionou o comércio e ligou o interior ao Sudeste.
Enquanto o Norte do antigo estado permanecia isolado, o Sul crescia com pecuária, agricultura e novas indústrias.
Foi daí que nasceu o sentimento de independência — o desejo de gerir o próprio destino, de ver o fruto do trabalho ficar aqui.
E assim, depois de décadas de reivindicação, o sonho se concretizou.
Em 11 de outubro de 1977, o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar nº 31, criando oficialmente o Mato Grosso do Sul.
Dois anos depois, o estado foi instalado, com Campo Grande como capital, símbolo de união entre todas as regiões.
Hoje, quase meio século depois, nosso estado é formado por 79 municípios que, juntos, contam a história de um povo trabalhador e acolhedor.
Do Pantanal, com sua biodiversidade única e cidades históricas como Corumbá e Ladário, até o Cone-Sul, com Naviraí, Iguatemi, Eldorado e Mundo Novo, que fortalecem a economia agrícola.
Do Leste industrial, com Três Lagoas, Água Clara e Selvíria, ao Centro-Norte, com Coxim, Rio Verde e Sonora, que sustentam o crescimento com pecuária e turismo.
E na faixa de fronteira, cidades como Ponta Porã, Dourados, Amambai e Paranhos mostram que convivência e integração são parte da nossa identidade.
Cada cidade, pequena ou grande, tem seu papel.
Nos vales, nas serras, nos campos e nas margens dos rios, há sempre alguém que carrega com orgulho o espírito sul-mato-grossense — gente simples, que planta, cria, ensina, constrói e faz o estado crescer todos os dias.
Nosso povo é o retrato da mistura que nos define: o indígena terena, o guarani, o pantaneiro, o migrante do Sul e do Sudeste, o paraguaio, o boliviano — todos contribuindo para formar uma cultura rica e viva.
Aqui, o tereré é símbolo de amizade, a festa de São João celebra a fé popular, a música sertaneja e a polca paraguaia se misturam, e o Pantanal nos lembra que o equilíbrio com a natureza é nossa maior herança.
Hoje, o Mato Grosso do Sul é reconhecido nacionalmente pelo agronegócio forte, pela produção de celulose, pela hospitalidade e pela beleza natural.
Mas, acima de tudo, é reconhecido pela união do seu povo, que aprendeu a transformar dificuldades em oportunidades.
Por isso, neste 11 de outubro, que cada sul-mato-grossense — de Costa Rica a Porto Murtinho, de Anaurilândia a Jardim, de Paranaíba a Dourados — celebre com orgulho a terra onde vive.
Um estado que não nasceu da divisão, mas da coragem de construir um futuro próprio.
Viva Mato Grosso do Sul!
Que os próximos anos sejam de ainda mais crescimento, respeito e amor por essa terra que é nossa casa, nosso orgulho e nossa identidade.
