História do Colégio “2 de Julho” em Três Lagoas: Um Marco Educacional e Cívico

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Origens e Fundação

No cenário educacional de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, o Colégio “2 de Julho” destacou-se como uma instituição pioneira e de relevância histórica. Fundado pelo Professor João Magiano Pinto, que também lecionava ao lado de sua esposa, a Professora Eufrosina Pinto, a escola marcou época como a primeira instituição de ensino formal da cidade. Eufrosina, reconhecida como cofundadora, desempenhou um papel essencial na consolidação do colégio, que se tornou um símbolo de rigor pedagógico e compromisso com a formação intelectual.

O Colégio “2 de Julho” foi concebido com a missão de preparar seus alunos para o ingresso em universidades, adotando um modelo de ensino exigente e estruturado. Além disso, João Magiano Pinto abriu as portas da instituição para atender tanto crianças quanto adultos, oferecendo alfabetização e instrução em operações matemáticas fundamentais — somar, subtrair, multiplicar e dividir —, contribuindo para a democratização do saber em uma região ainda em formação.

Papel Cívico e Reconhecimento

A relevância do Colégio “2 de Julho” transcendeu o âmbito educacional, consolidando-o como um pilar cívico na comunidade três-lagoense. Em 28 de agosto de 1931, a Prefeitura Municipal reconheceu sua importância ao conceder uma subvenção anual, apoio financeiro que se manteve, pelo menos, até 1951. Essa parceria com o poder público reflete o impacto da instituição no desenvolvimento local.

O colégio também se destacou em eventos cívicos, como a celebração da Retomada de Corumbá em 1940, quando uma comissão da escola participou das solenidades, reforçando seu papel como agente de fortalecimento da identidade comunitária. Além disso, o incentivo ao movimento escotista, apoiado por figuras notáveis como Dr. Almeida Barros, Elmano Soares e Dormevil Forastieri, evidencia a integração da escola em iniciativas de formação moral e cívica.

O reconhecimento da qualidade do ensino oferecido pelo Colégio “2 de Julho” é atestado pelos depoimentos de ex-alunos, que enalteciam a dedicação incansável de seus mestres. Em 1966, durante as comemorações do cinquentenário da instituição, a Câmara Municipal de Três Lagoas prestou uma homenagem ao Professor João Magiano Pinto, conferindo-lhe o título de “Cidadão Três-Lagoense”, um testemunho de seu impacto duradouro na cidade.

Transformações e Legado

O Colégio “2 de Julho” encerrou suas atividades em 1966, e seu nome original foi extinto. O edifício que abrigava a instituição foi transformado na Escola Estadual Afonso Pena, marcando uma transição na história educacional local. Contudo, o legado de João Magiano Pinto e Eufrosina Pinto permanece vivo no imaginário e na toponímia de Três Lagoas. Atualmente, a cidade abriga a Escola Municipal Professora Eufrosina Pinto e a Escola Estadual Professor João Magiano Pinto, conhecida popularmente como Jomap, ambas nomeadas em homenagem aos fundadores do colégio.

Conclusão

O Colégio “2 de Julho” não foi apenas uma instituição de ensino, mas um marco na história de Três Lagoas, moldando gerações e contribuindo para a consolidação da identidade cívica e cultural da cidade. Seu legado, perpetuado nas escolas que carregam os nomes de seus fundadores e na memória coletiva, permanece como testemunho de uma era de pioneirismo educacional no interior do Brasil.

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