Vizinho Arranca Parte da Orelha de Jovem em Briga por Som Alto em Campo Grande

policia campo g

Uma discussão que começou com o barulho ensurdecedor de um aparelho de som na noite de sábado (23) terminou em violência extrema no bairro Nova Bahia. Um jovem de 25 anos perdeu parte da orelha ao ser mordido com fúria por um vizinho de 30 anos, em uma briga que mobilizou a Polícia Militar e deixou um rastro de ferimentos e apreensões.

Tudo explodiu por causa do som alto, um volume que invadia as casas vizinhas e irritava quem tentava descansar. A vítima, junto com um amigo, se aproximou da residência da vizinha de 28 anos para reclamar do incômodo. Mas o que era para ser uma conversa civilizada virou um pandemônio. A mulher, irritada com a interrupção, pegou um tijolo e tentou acertar o jovem na cabeça. Seu marido, o agressor de 30 anos, não ficou atrás: armou-se com um pedaço de madeira e desferiu um golpe violento na mesma região.

Não satisfeito com os golpes, o vizinho partiu para cima da vítima em uma luta corporal selvagem, cravando os dentes na orelha do rapaz com tanta força que arrancou um pedaço do tecido. O irmão da vítima, ao tentar separar os envolvidos, acabou levando uma pancada na cabeça da própria vizinha, que usou o tijolo como arma. Outros moradores correram para o local, desesperados para conter a confusão, mas o caos já estava instalado: gritos, sangue e objetos voando pelo ar.

A Polícia Militar chegou rapidamente ao endereço, após denúncias de perturbação, e encontrou o grupo ainda em confronto. Os agentes tiveram que intervir com firmeza para separar os agressores, que resistiam com unhas e dentes – literalmente. A vítima foi encontrada quase inconsciente, com o ferimento grotesco na orelha sangrando profusamente, além de escoriações pelo corpo e marcas profundas na cabeça. Ela foi levada às pressas para a Organização Social Nova Bahia e, em seguida, para a Santa Casa de Campo Grande, onde passou por cirurgia de emergência para tentar reconstruir o que restou da orelha mutilada.

A vizinha, por sua vez, não saiu ilesa: sofreu escoriações nos braços e um inchaço doloroso no tornozelo durante a refrega. Ela recebeu atendimento no Pronto-Socorro Tiradentes. Como prova do crime, os policiais apreenderam o pedaço de madeira usado como arma e o aparelho de som – o vilão silencioso que deu início a toda a tragédia.

Todos os envolvidos, incluindo a vítima, o agressor e testemunhas, foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol. O caso foi registrado como perturbação do sossego, lesão corporal e vias de fato. As investigações estão em andamento, com depoimentos sendo colhidos para esclarecer os detalhes dessa briga que transformou uma simples reclamação de som alto em um pesadelo de violência.

Autoridades reforçam: em um bairro residencial, o respeito ao silêncio alheio não é negociável. Uma discussão pode acabar em desastre – e, neste caso, em uma orelha a menos. A comunidade de Nova Bahia agora discute medidas para evitar que o barulho volte a ecoar como um prelúdio de sangue.

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