Ferrovias: Eldorado Brasil Obtém Autorização para Desapropriações em Três Lagoas e Aparecida do Taboado

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Três Lagoas e Aparecida do Taboado, no Mato Grosso do Sul, estão mais próximas de receber um importante reforço logístico: o Ramal Ferroviário Eldorado Brasil (EF-A05) acaba de ser declarado de utilidade pública pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A decisão, publicada no Diário Oficial da União por meio da Decisão SUFER Nº 137, de 11 de julho de 2025 que foi publicado nesta segunda-feira(21), autoriza a realização de desapropriações em caráter de urgência para viabilizar as obras.

O trecho ferroviário, que conectará diretamente os dois municípios sul-mato-grossenses, é considerado estratégico para o escoamento de produtos da indústria e do agronegócio, especialmente para atender à demanda da Eldorado Brasil Celulose S.A., responsável pelo projeto. Com a declaração de utilidade pública, a empresa está oficialmente autorizada a desapropriar as áreas necessárias para a implantação da ferrovia e poderá solicitar a imissão de posse com urgência, conforme previsto na legislação federal.

A decisão atual também retifica e amplia uma declaração anterior, incluindo bens imóveis e definindo novas coordenadas que delimitam 10 áreas complementares indispensáveis para o traçado do ramal ferroviário.

Mesmo com o respaldo legal para as desapropriações, a Eldorado Brasil não está dispensada de cumprir todas as exigências legais, incluindo a obtenção de licenciamentos ambientais e a observância das normas junto aos órgãos públicos responsáveis. O projeto permanece condicionado ao respeito às diretrizes ambientais e administrativas para garantir a regularidade das obras.

O avanço do Ramal Ferroviário reforça a posição de Três Lagoas e Aparecida do Taboado como polos logísticos e industriais no estado, com potencial para impulsionar ainda mais o desenvolvimento econômico da região.

Por outro lado, enquanto o projeto do novo ramal ferroviário avança entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, a histórica Malha Oeste segue em completo abandono. O trecho que um dia conectou Mato Grosso do Sul ao interior paulista hoje está marcado por trilhos enferrujados, estações deterioradas e total inoperância. A ferrovia, que poderia ser um vetor estratégico para o transporte de cargas e passageiros, permanece esquecida pelo poder público e pelas concessionárias, mesmo diante do clamor de empresários, produtores e autoridades regionais que veem na reativação da Malha Oeste uma oportunidade de integração logística e desenvolvimento para o Centro-Oeste.

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